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Imposto de importação: impactos nos custos da sua empresa

  • 23 de fev.
  • 6 min de leitura

O imposto de importação é um tributo obrigatório para toda mercadoria adquirida no exterior e destinada ao Brasil. Acesse aqui e saiba mais!


Importar mercadorias tornou-se uma alternativa estratégica para pequenas empresas que desejam ampliar o mix de produtos, diversificar fornecedores e atender a demandas específicas do público consumidor. Porém, antes de iniciar esse processo, é fundamental compreender o impacto do imposto de importação e de todas as taxas envolvidas na formação do custo de cada item. O desconhecimento pode levar à precificação inadequada, redução das margens de lucro e até prejuízos inesperados.


Este conteúdo traz informações essenciais para pessoas donas de pequenos negócios, profissionais autônomos e microempreendedores que desejam importar com segurança e eficiência. Você vai entender como funcionam as taxas, como calcular tributos e como evitar erros comuns que podem comprometer a saúde financeira do seu negócio. Acompanhe!


O que é o imposto de importação?

O imposto de importação é um tributo federal obrigatório para toda mercadoria adquirida no exterior e destinada ao Brasil. Ele incide no momento em que o produto entra no país, sendo cobrado pela Receita Federal. Além de gerar arrecadação para o governo, o imposto de importação também cumpre função extrafiscal: serve como instrumento de política econômica, ajudando a proteger setores produtivos brasileiros da concorrência internacional.


Ou seja, é um mecanismo que pode desestimular a entrada de determinados produtos importados, fortalecendo o mercado nacional. Para empresas que compram insumos ou mercadorias do exterior, entender o funcionamento desse imposto é fundamental para prever corretamente os custos envolvidos e estruturar a precificação dos produtos.


Se um empreendedor ignora esse tributo, pode acabar comprometendo o próprio faturamento. Por exemplo: a pessoa responsável faz uma importação, calcula o preço de revenda apenas com base no valor do produto e do frete, mas esquece que há uma taxa significativa a ser paga na chegada da mercadoria. Quando percebe, já perdeu parte da margem de lucro para o imposto de importação.


Como funciona o cálculo da taxa de importação em 2026?

A base de cálculo do imposto de importação, conhecida como valor aduaneiro, resulta da soma do valor do produto com os gastos de frete e seguro internacional. Sobre esse montante, incide a alíquota do imposto (taxa determinada pela Receita Federal), que no regime simplificado geralmente é de 60%, podendo variar conforme atualizações da legislação.


Além disso, deve-se considerar o ICMS de importação (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo estadual que pode chegar a 17%, dependendo da localidade da empresa. O ICMS possui regime de cálculo chamado “por dentro”, o que significa que incide não só sobre o produto, mas também sobre o valor do imposto de importação e os demais custos envolvidos.


Essa somatória encarece substancialmente o custo do produto importado, influenciando na margem de lucro do negócio. Confira um exemplo:

·        Valor do produto: R$ 2.000,00;

·        Frete internacional: R$ 200,00;

·        Seguro: R$ 50,00;

·        Valor aduaneiro: R$ 2.250,00;

·        Imposto de importação (60%): R$ 1.350,00;

·        ICMS (17% sobre tudo): R$ 611,50.


Nesse cenário, só em impostos, a empresa pagaria quase R$ 2.000,00. Ignorar esses valores compromete diretamente a gestão orçamentária e pode gerar um prejuízo considerável no momento da revenda.


Regime de tributação simplificada e importação formal

Existem duas modalidades principais para importar: o regime simplificado e a importação formal. O regime simplificado é voltado a encomendas de até US$ 3,000.00, utilizado com frequência por empresas menores que trabalham com importações em pequena escala, geralmente para uso próprio ou revenda ocasional. Nessa modalidade, o imposto de importação possui alíquota fixa e processos menos burocráticos.


Já a importação formal exige cadastro no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) e a obtenção do Radar (registro que autoriza pessoas jurídicas a importar e exportar). Esse regime é recomendado para quem deseja importar mercadorias em grande volume e frequência, o que se aplica a negócios com operações estruturadas e que precisam de maior controle tributário. Nesses casos, a alíquota pode variar conforme a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) de cada item importado.


Ao escolher entre os regimes, analise o volume de operações, o tipo de produto e o planejamento de crescimento do negócio. Pequenas empresas que pretendem crescer devem considerar migrar para a importação formal, garantindo regularidade e segurança.


Confira um resumo:

  • Regime simplificado: para compras de até US$ 3,000.00, menos burocracia, alíquota fixa;

  • Importação formal: para grandes volumes ou frequência, exige cadastro, documentação e controle tributário.


Entender o que é comércio exterior é essencial para os impostos de importação e conseguir tomar as melhores decisões para o seu negócio.


Quais são as isenções ou limites do imposto em 2026?

Historicamente, o envio de produtos do exterior com valor até US$ 50.00 entre pessoas físicas era isento de imposto de importação, mas essa regra sofreu alterações e pode variar conforme a legislação vigente em 2026. É importante destacar que isenções normalmente não se aplicam a empresas; pessoas jurídicas raramente se beneficiam dessas facilidades.


Pequenas empresas precisam estar atentas aos limites e regras, pois o valor da remessa, o tipo de produto e o enquadramento tributário dele determinam o custo final. Mudanças recentes nos regulamentos e o fim de certas isenções em plataformas de compras reforçam a importância de consultar periodicamente as regras para não comprometer o orçamento do negócio. Manter-se atualizado evita prejuízos e deixa o planejamento financeiro em dia.


Quais impostos incidem além do imposto de importação?

Além do imposto de importação, outras tributações são obrigatórias no processo de nacionalização de produtos. O ICMS, de competência dos estados, incide sobre o valor total da operação e costuma representar um valor expressivo. Também podem ser aplicados o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS e Cofins, além da chamada taxa de despacho postal, referente ao processamento da encomenda por Correios ou couriers.


Cada tributo possui sua base de cálculo específica, o que eleva o custo final do produto importado e exige um planejamento rigoroso. Nesse cenário, o apoio de um profissional contábil ou especializado em comércio exterior é fundamental para gerenciar as principais obrigações fiscais e tributárias, reduzindo riscos e garantindo uma precificação mais estratégica e eficiente.


Como precificar adequadamente produtos importados para revenda

Para precificar um produto importado, é necessário calcular todos os custos envolvidos na operação. Comece pelo valor de compra (produto, frete, seguro), adicione o imposto de importação, ICMS, IPI, PIS/Cofins e eventuais taxas de despacho. A soma desses tributos forma o landed cost ou custo total de nacionalização.


Sobre essa base, a empresa deve aplicar sua margem de lucro desejada e considerar outros custos operacionais, como armazenagem, transporte interno e eventuais despesas cambiais. Um erro comum é desprezar os impostos na formação do preço e descobrir, depois da venda, que a margem de lucro foi consumida pelos tributos. Por isso, é essencial realizar esse cálculo de maneira planejada antes de efetuar a importação. Assim:

·        Calcule todos os custos: produto, frete, seguro;

·        Some os tributos obrigatórios;

·        Aplique a margem de lucro e os custos operacionais;

·        Revise preços sempre que houver alteração na legislação.


O apoio de um profissional contábil ajuda a evitar erros e potencializa o crescimento do negócio, garantindo que a escolha entre os diferentes regimes de tributação seja a mais vantajosa para a empresa.


Dicas práticas para reduzir impactos tributários na importação

O planejamento tributário é uma ferramenta importante para pequenos negócios que dependem da importação. Confira algumas dicas que elencamos:

·        Opte sempre que possível pelo regime tributário mais vantajoso;

·        Acompanhe mudanças na regulamentação (alíquotas e regras de isenção);

·        Negocie com fornecedores internacionais a melhor forma de envio;

·        Fracione compras quando permitido por lei;

·        Utilize corretamente a classificação fiscal do produto.


Consultar um profissional da área contábil ou especializada em comércio exterior auxilia a elaborar uma estratégia de importação eficiente, aumentando a previsibilidade de custos e reduzindo os riscos de prejuízo.


Erros comuns ao calcular o custo de produtos importados

Um dos erros mais recorrentes é considerar apenas o valor declarado do produto, esquecendo de incluir frete, seguro e todos os tributos incidentes. Outro equívoco é desconhecer a legislação vigente, incluindo eventuais mudanças nas alíquotas do imposto de importação e ICMS estadual.


A falta de atualização sobre as regras pode gerar débitos inesperados, apreensão de mercadorias ou comprometer a margem de lucro. Não procurar orientação especializada também é um risco: uma análise equivocada pode impactar financeiramente a empresa. O correto planejamento tributário e contábil é fundamental para evitar prejuízos e garantir o crescimento sustentável do negócio.


Ao investir em capacitação e em estratégias tributárias inteligentes, as empresas deixam de ver a importação como um custo e a transformam em um verdadeiro diferencial competitivo.


Principais pontos sobre o imposto de importação

Compreender o impacto do imposto de importação e dos demais tributos é indispensável para o sucesso de pequenas empresas que importam. Calcule todos os encargos, planeje a tributação e busque apoio profissional sempre que necessário. Mantenha seus processos atualizados e revise as estratégias de tempos em tempos.


Agora que você entende como calcular custos, evitar erros e aproveitar as melhores práticas, está mais preparado para transformar a importação em uma oportunidade real de crescimento para sua empresa.


Para conhecer outros conteúdos como este, continue aqui no blog da Serasa Experian e aprenda como funciona a taxa de exportação, o que é cobrado e por quê. Até breve!


Fonte: Serasa Experian

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