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Desaceleração no varejo: retração se estende a todos os setores!

  • 5 de jan.
  • 4 min de leitura
O Índice de Atividade do Comércio recuou 1,2% em outubro, reforçando
o movimento de desaceleração após o avanço registrado em setembro.


O resultado consolida a perda de dinamismo do varejo ao longo de 2025, levando a variação acumulada do ano para 3,6%, o menor patamar observado no período.

O setor segue limitado por fatores que dificultam uma recuperação mais consistente, como o elevado endividamento das famílias, a queda na confiança de consumidores e empresários, além da manutenção dos juros em níveis elevados e da maior restrição ao crédito.

O desempenho negativo foi disseminado entre todos os segmentos que compõem o índice. As maiores retrações apareceram em Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios, Combustíveis e Lubrificantes, e Material de Construção — impactado diretamente pelo nível elevado de juros. Já os setores de Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas e de Veículos, Motos e Peças registraram quedas mais leves, sinalizando uma acomodação adicional no ritmo de avanço.


Varejo
O desempenho do comércio continua positivo, sustentado pela elevada taxa de ocupação e pelo fortalecimento da renda real, que seguem estimulando o consumo essencial. Para 2025, projetamos alta de 3,5%, refletindo restrições como juros elevados, crédito limitado e maior seletividade do consumidor.

Em 2026, espera-se desaceleração adicional, com avanço de 2,5%, condicionado à melhora das condições macroeconômicas e à dinâmica do consumo.

Indústria - Produção industrial volta a perder ritmo em setembro
A produção industrial registrou queda de 0,4% em setembro, após o avanço observado em agosto, indicando perda de fôlego do setor. Ainda assim, a atividade segue acima do nível pré-pandemia e avançou 2,0% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 1,5%, mantendo uma trajetória moderada.
 
Entre as quatro grandes categorias econômicas, apenas o setor de bens de capital apresentou resultado positivo, depois de uma sequência de retrações.
 
As demais categorias recuaram: bens de consumo duráveis tiveram a maior queda do mês, seguidos por bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis.
 
Dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, 13 registraram expansão na passagem de agosto para setembro, os principais destaques positivos foram alimentos (1,9%), fumo (19,5%) e madeira (5,5%). Entre os setores que contribuíram negativamente estão a indústria farmacêutica (-9,7%), afetada pela menor produção de medicamentos, a indústria automobilística (-3,5%), com queda na produção de automóveis e autopeças, e as indústrias extrativas (-1,6%), impactadas pela redução na produção de petróleo e óleos brutos.
 
Como são segmentos de grande peso no índice, essas retrações influenciaram de forma relevante o resultado geral da indústria.


A indústria brasileira mantém desempenho moderado, marcado por oscilações e perda de dinamismo. Para 2025, projetamos um crescimento de 1,7%, enquanto em 2026 a expectativa é de avanço de apenas 0,7%. Isso reflete a demanda mais fraca, além da projeção estar alinhada a desaceleração do mercado de trabalho e a manutenção da taxa Selic em patamar elevado.


Serviços - Expansão moderada com destaque para transportes
O volume de serviços cresceu 0,6% em setembro, na comparação com agosto, e manteve o ritmo positivo pelo oitavo mês consecutivo. O setor segue em trajetória de expansão, operando 19,5% acima do nível pré-pandemia e renovando o recorde da série histórica.

Em relação ao mesmo mês de 2024, houve alta de 4,1%. No acumulado do ano, o avanço é de 2,8%, e, em 12 meses, de 3,1%.
 
No mês, três das cinco atividades investigadas registraram crescimento. O principal destaque foi o segmento de Transportes, que avançou 1,2% na passagem de agosto para setembro, impulsionado pelo transporte rodoviário de cargas e pelo transporte aéreo.

O desempenho reflete tanto a maior mobilidade de pessoas — favorecida pela melhora da renda real e pela redução no preço médio das passagens — quanto o aumento na circulação de mercadorias, associado ao fortalecimento da logística do e-commerce.
 
O segmento de Outros Serviços também apresentou crescimento, influenciado por seguros, previdência complementar e planos de saúde.

Em contraste, os segmentos de Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares e de Serviços Prestados às Famílias recuaram no mês.
 
Neste último, o desempenho foi afetado pela menor receita gerada por restaurantes, indicando uma acomodação após meses de crescimento.


A expectativa é de uma desaceleração no ritmo de crescimento, sobretudo nos serviços voltados às empresas, que devem sentir os efeitos do crédito mais caro e da política monetária restritiva. Por outro lado, os serviços ligados ao consumo das famílias tendem a permanecer sustentados pelo mercado de trabalho aquecido e pelo aumento da renda. Nossa projeção é de expansão de 1,8% em 2025 e 1,6% em 2026.

Mercado de Trabalho - Desemprego estabiliza em patamar historicamente baixo
A taxa de desocupação no trimestre encerrado em setembro ficou em 5,6%, repetindo o menor nível da série iniciada em 2012. O indicador recuou frente ao trimestre anterior (5,8%) e caiu 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, reforçando a acomodação e a solidez do mercado de trabalho.

A população ocupada permaneceu em 102,4 milhões de pessoas, mantendo o recorde histórico. Entre os destaques, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 39,2 milhões, renovando seu recorde, enquanto o trabalho por conta própria somou 25,9 milhões, com crescimento consistente na comparação anual.
 
A taxa de informalidade seguiu em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores, levemente abaixo dos 38,8% de setembro de 2024.
 
Mesmo com estabilidade no total de ocupados, houve avanço em setores específicos: Agropecuária e Construção cresceram 3,4%. Em sentido oposto, Comércio recuou 1,4% e os Serviços domésticos diminuíram 2,9%.
 
A renda real média permaneceu estável, em torno de R$ 3.484, acumulando alta de 4,0% em um ano. Já a massa de rendimento real — indicador que reflete o poder de compra agregado das famílias — atingiu R$ 354,6 bilhões, novo recorde, avançando 5,5% no período.
 
Esse movimento é relevante para avaliar a capacidade de consumo da economia, já que mesmo com estabilidade ou alta no emprego, é o ganho real dos trabalhadores que determina a força do consumo e, consequentemente, da atividade econômica.

Fonte: Boletim Ecoônico Serasa Experian

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