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Black Friday para empresas: prepare seu negócio agora

  • há 2 dias
  • 6 min de leitura

A Black Friday para empresas começa antes de novembro. Saiba como organizar fluxo de caixa, estoque e investimentos para vender com mais planejamento.


Novembro ainda pode parecer distante. Para quem quer aproveitar a Black Friday, porém, o planejamento precisa começar muito antes.


Enquanto consumidores pesquisam preços, organizam o orçamento e decidem o que pretendem comprar, as empresas têm uma preparação ainda maior pela frente. Estoque, fornecedores, campanhas, descontos, logística, equipe e capital disponível são apenas algumas das decisões que precisam ser tomadas antes de a Black Friday chegar.


E existe uma questão que atravessa praticamente todas elas: o caixa da empresa está preparado para o que você pretende fazer?


Por isso, para as empresas, a Black Friday não começa em novembro. Começa agora.


Black Friday começa em agosto

O comportamento do consumidor já mostra que a preparação para a Black Friday pode acontecer meses antes da data.


Em pesquisa da Offerwise encomendada pelo Google para a Black Friday de 2024, realizada ainda em julho daquele ano, 51% dos entrevistados afirmaram que se organizavam financeiramente para o período.


Se parte dos consumidores começa a preparar o orçamento com antecedência, para as empresas essa antecipação pode ser ainda mais importante.


Afinal, uma campanha de Black Friday não surge quando o desconto entra no ar. Antes disso, o negócio pode precisar negociar com fornecedores, aumentar o estoque, contratar serviços, preparar a operação, investir em mídia e definir condições comerciais.


Agosto, portanto, pode ser um momento estratégico para começar a responder uma pergunta essencial: quanto a empresa realmente pode investir na Black Friday sem comprometer sua saúde financeira?


A resposta não deve vir apenas da expectativa de vender mais. Ela depende de conhecer a situação financeira atual do negócio e, principalmente, de entender como o caixa pode se comportar nos próximos meses.


E a sua empresa, já começou a se preparar?

É comum que o planejamento para a Black Friday comece pelas ofertas.


Qual será o desconto? Quais produtos vão entrar na campanha? Quanto investir em mídia? Como chamar a atenção do consumidor?


Essas perguntas são importantes, mas existe uma etapa anterior.

Antes de decidir como vender mais, é preciso entender quanto o negócio pode investir para chegar até essas vendas.

Isso significa conhecer pontos como:

  • Quanto existe disponível em caixa?

  • Quais despesas e compromissos financeiros estão previstos para os próximos meses?

  • Quanto a empresa ainda tem a receber?

  • Quando esses recebimentos devem entrar?

  • Quanto será necessário investir em estoque?

  • Quais custos adicionais podem surgir com marketing, logística e operação?

  • Quais produtos comportam descontos sem prejudicar excessivamente a margem?

  • Quanto dinheiro pode ser comprometido agora sem gerar dificuldades posteriormente?


Essa visão ajuda a transformar uma expectativa de vendas em um planejamento financeiro mais consistente.


Porque vender mais é importante. Vender mais sem perder o controle do caixa é ainda mais.


Antes do desconto, vem o planejamento

Imagine uma empresa que decide aumentar bastante seu estoque para a Black Friday.

Para conseguir melhores condições, ela antecipa compras com fornecedores. Depois, aumenta o investimento em mídia, contrata apoio temporário para a operação e negocia condições mais agressivas de preço para atrair consumidores.


As vendas crescem.


Mas parte dos clientes paga parcelado e o dinheiro entra gradualmente nos meses seguintes. Enquanto isso, fornecedores, salários, impostos e outras despesas continuam chegando.


Ou seja: uma campanha comercialmente bem-sucedida também pode pressionar o caixa quando não existe planejamento financeiro suficiente.


É por isso que algumas decisões precisam ser analisadas em conjunto.


Estoque: quanto faz sentido comprar?

Comprar pouco pode significar perder vendas. Comprar demais pode deixar recursos parados em produtos que não terão a saída esperada.


O planejamento deve considerar histórico de vendas, demanda esperada, prazo dos fornecedores, capacidade de reposição e quanto do caixa ficará comprometido com a compra.


A decisão não deve ser simplesmente “vamos vender mais, então precisamos comprar mais”. A pergunta mais estratégica é: quanto podemos investir em estoque dentro da nossa realidade financeira?


Descontos: a margem suporta a promoção?

Black Friday não precisa significar desconto sem cálculo.


Antes de definir uma oferta, é importante conhecer os custos envolvidos e avaliar o impacto da redução de preço sobre a margem.


Em alguns casos, vender um volume muito maior com uma margem excessivamente reduzida pode gerar faturamento sem produzir o resultado financeiro esperado.

Por isso, desconto também precisa entrar na conta.


Mídia: quanto investir para atrair mais consumidores?

Campanhas de marketing são parte importante da estratégia, mas representam investimento antes da venda acontecer.


Ter uma visão clara do caixa permite estabelecer um orçamento de mídia compatível com a capacidade financeira da empresa e acompanhar se aquele investimento faz sentido dentro do cenário projetado.


Recebíveis: vender hoje não significa receber hoje

Uma das diferenças importantes entre faturamento e caixa aparece nos recebíveis.


Dependendo das formas de pagamento oferecidas aos consumidores, parte das vendas realizadas durante a Black Friday pode entrar no caixa apenas posteriormente.


Por isso, olhar somente para o volume vendido pode dar uma percepção incompleta da situação financeira.


É importante entender quanto a empresa vendeu, quanto já recebeu e quanto ainda deverá receber.


Fluxo de caixa: o planejamento que conecta todas essas decisões

Estoque, descontos, mídia, fornecedores, despesas e recebíveis se encontram no fluxo de caixa.


É ele que ajuda a enxergar como o dinheiro entra e sai do negócio ao longo do tempo. E, quando a empresa consegue projetar esse movimento para os próximos meses, ganha uma informação importante para se preparar para diferentes cenários.


Não olhe apenas para o saldo de hoje

Ter dinheiro disponível na conta hoje não significa necessariamente que todo aquele valor pode ser investido.


Parte dele pode já estar comprometida com despesas que vencerão nos próximos dias ou meses.


Da mesma forma, uma empresa pode ter valores importantes a receber no futuro que ainda não aparecem no saldo atual.


Por isso, planejamento financeiro exige enxergar além do saldo bancário do momento.


Para preparar a Black Friday, é importante observar o que pode acontecer com o caixa em agosto, setembro, outubro, novembro e também depois da campanha.


Algumas perguntas ajudam nessa análise:

Quanto entra?

Considere vendas, recebíveis previstos e outras receitas do negócio.


Quanto sai?

Inclua fornecedores, folha de pagamento, impostos, aluguel, marketing, logística e demais despesas.


Quando entra e quando sai?

Datas fazem diferença. Uma empresa pode ter dinheiro a receber e, ainda assim, enfrentar períodos de aperto se os pagamentos vencerem antes dessas entradas.


Quanto sobra para investir?

Só depois de mapear compromissos e projeções é possível avaliar com mais segurança quanto pode ser direcionado à Black Friday.


Esse exercício permite criar diferentes cenários e ajustar a estratégia enquanto ainda existe tempo.


Organize hoje para vender melhor em novembro

Controlar todas essas informações pode se tornar trabalhoso quando a gestão financeira está dividida entre diferentes contas bancárias, extratos, planilhas e sistemas.


É nesse ponto que a tecnologia pode ajudar.


O Serasa Descomplica é uma plataforma de gestão financeira voltada para pequenas e médias empresas que reúne informações importantes da operação financeira em um único ambiente.


Por meio da conexão bancária autorizada pela empresa, é possível centralizar saldos e extratos das contas do CNPJ. A plataforma também disponibiliza recursos como categorização de receitas e despesas, relatórios financeiros, acompanhamento de recebíveis, projeção de fluxo de caixa e insights e recomendações apoiados por inteligência artificial.


Na preparação para a Black Friday, essa visão pode ajudar o empreendedor a responder questões práticas:

  • Meu caixa comporta um investimento maior em estoque?

  • Quanto posso destinar à campanha sem comprometer outros pagamentos?

  • Quais despesas devem pressionar meu caixa nos próximos meses?

  • Quanto tenho previsto para receber?

  • Como diferentes decisões podem impactar minha disponibilidade financeira?


Em vez de trabalhar apenas com percepção ou informações espalhadas, o empreendedor ganha uma visão mais organizada para apoiar o planejamento.


Mais vendas começam com melhores decisões

A Black Friday cria oportunidades importantes para empresas que conseguem aproveitar o aumento da movimentação comercial.


Mas uma boa preparação não depende apenas de encontrar o desconto certo ou criar uma campanha atraente.


Ela também exige saber quanto investir, onde investir e até onde o caixa permite ir.


Quanto antes essas respostas começarem a aparecer, mais tempo a empresa terá para negociar, ajustar despesas, planejar estoque, organizar recebíveis e preparar sua estratégia.


Por isso, antes de planejar o desconto, planeje o caixa. A Black Friday acontece em novembro. O planejamento para chegar bem até ela pode começar agora.


Fonte: Serasa Experian

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