Câmbio e condições financeiras
- 5 de mai.
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Do ponto de vista financeiro, episódios de escalada geopolítica normalmente provocam aumento da aversão ao risco global, movimento que tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas.

Após o início do conflito envolvendo o Irã, esse padrão também foi observado, com valorização da moeda americana em escala global e aumento da volatilidade nos mercados financeiros.

Antes da intensifi cação das tensões no Oriente Médio, a taxa de câmbio brasileira vinha operando em um intervalo relativamente estreito, oscilando ao redor de R$ 5,10 a R$ 5,18 por dólar.
Com o aumento da incerteza internacional, o dólar chegou a superar R$ 5,30 em alguns momentos de maior volatilidade. Nos dias seguintes, entretanto, parte desse movimento foi revertida e a taxa de câmbio voltou a se estabilizar em níveis próximos de R$ 5,20 a R$ 5,22 por dólar, indicando que, até o momento, o impacto do choque geopolítico sobre o real tem sido relativamente limitado.
Um fator que ajuda a explicar essa dinâmica é a manutenção de fluxos relevantes de investimento estrangeiro para o mercado acionário brasileiro, ajudando a conter a alta do dólar no curto prazo.
Esse ingresso de capital contribui para reduzir a pressão de depreciação do real mesmo em um ambiente internacional mais adverso.
Do ponto de vista de cenário, nossa projeção para a taxa de câmbio permanece em R$ 5,60 por dólar ao fi nal do ano. Esse nível já incorporava um ambiente de maior volatilidade ao longo de 2026, sobretudo diante das incertezas associadas ao ciclo eleitoral doméstico.
Dessa forma, ao menos neste momento, o episódio recente de tensão geopolítica não altera o cenário central para o câmbio.
Fonte: Boletim Serasa





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